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Adoração da Santa Cruz

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ADORAÇÃO DA SANTA CRUZ

 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Nós Te adoramos, ó Cristo, e Te bendizemos, porque pela Tua santa cruz remiste o mundo.

 

l- Jesus, me prostro de joelhos diante da Tua cruz, essa cruz na qual morreste por meu amor. Na cruz nos mereceste a salvação eterna no céu e nos abriste o caminho da paz e da reconciliação na terra. Obrigado pela Tua cruz! Obrigado por tê-la carregado com amor!

Confesso desde logo, Jesus, que não consigo compreender por que precisavas sofrer tanto. Por isso, com maior razão ainda Te agradeço. Obrigado por me teres marcado com o sinal-da-cruz desde o início da minha vida. No batismo, este sinal de salvação se imprimiu indelevelmente em minha alma e em meu coração. Embora não consiga en­tender a Tua cruz, ela não é para mim loucura nem escândalo, mas, ao contrário, sinal do Teu amor e caminho da minha salvação.

Jesus, a Tua Mãe, forte e fiel, se encontrava ao pé da cruz. Ela ouvia e guardava no coração as palavras que pronunciavas naquelas horas da Tua terrível paixão e morte.

Obrigado, Maria, por teres também Tu carrega­do a cruz.. Obrigado pelo Teu chamamento a permane­cermos junto à cruz e nos consagrarmos a ela:

"Queridos filhos! Nestes dias (novena em preparação à festa da Exaltação da Cruz), quero convidá-los a colocarem a cruz no centro de su­as vidas. Rezem especialmente diante da cruz da qual derivam grandes graças. Nestes dias, façam em suas casas uma consagração especial à cruz. Prometam não ofender a Jesus nem à cruz, e não blasfemem. Obrigada por terem respondido à minha chamada" (12/09/1985).

 

No início desta adoração, ó Maria, atendendo ao Teu convite, me consagro à Cruz. Fica ao meu lado neste momento e faze que a minha consagração seja total!

Ó Cruz,  me consagro a ti.  Renuncio aos meus pecados e a todos os pecados que se cometem no mundo. Renuncio a todas as ofensas praticadas por mim e pelos outros. Envergonho-me, Jesus, de ter pecado, de ter ofendido a Ti e ao sinal da minha salvação. De hoje em diante, porém, que­ro pertencer só à Tua Cruz. Que ela seja para mim o sinal único de esperança e salvação!

 

Permaneça em silêncio diante da cruz.

 

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória. Canto que te­nha por tema a cruz.

 

2- Jesus, a Tua Cruz não é um sinal mudo, mas antes um grito que chama ao perdão, à re­conciliação dos homens com Deus, à justiça e ao amor universal. Na cruz Tu não permaneceste mudo. O sofrimento não Te fechou a boca, nem te inspirou sentimentos de vingança. Mas precisa­mente no momento mais crucial ela se abriu para invocar perdão e amor!

Agradeço-te pelas palavras de perdão que pronunciaste naquele instante em que tinhas todas as razões para condenar! Obrigado por teres suplicado ao Pai que perdoasse e usasse de misericórdia!

E a ti, Pai, obrigado por teres ouvido e atendido as palavras de teu Filho, quando a Tua bondade era assim "posta à prova". Obrigado pelas palavras que ele proferiu:

"PAI, PERDOAI-LHES, POIS NÃO SA­BEM  O QUE FAZEM!".

Ninguém, Jesus, entre os que tinham orques­trado tua morte, esperava expressões tais. Perverti­dos pelo ódio e cegados por uma densa treva, des­carregaram sobre Ti o seu furor, cravando-Te na cruz. Enquanto eles Te desdenhavam, zombavam de Ti, Tu suplicavas ao Pai que não lhes imputasse como pecado este procedimento.

Faze que Tuas palavras tenham agora um eco profundo em meu coração!

Repito em meu íntimo: "Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!".

Jesus, sinto despertarem-se em mim ima­gens de violência. Ó crueldade humana! Tu, Se­nhor, só operaste o bem, e agora Te retribuem desta maneira! Amargurado, me pergunto como tudo isto foi possível. Dá-me lágrimas para cho­rar diante da cruz, símbolo da crueldade humana e da nossa complacência com o mal, mas sobre­tudo sinal do teu amor por nós!

Ó Maria, Tu mesma viveste esses fatos e ouviste as palavras de perdão de Teu Filho. Obrigado por apareceres aos videntes de Medjugorje com a cruz na mão, chorando e repetindo: PAZ, PAZ, PAZ!

Quero que esta palavra ressoe agora em meu coração, despertando em mim o arrependi­mento e o desejo de reconciliação!

 

Permaneça em profunda meditação e se arre­penda de seus pecados, especialmente do ódio e da intolerância, que talvez se encontrem em você.

 

Ó Jesus, por intercessão de Maria, Te peço nesta noite a graça do perdão! Perdoa-me pelos pecados que cometi consciente ou inconsciente­mente! Cura-me das minhas maldades, a fim de que o perdão e a paz possam penetrar profunda­mente em mim!

 

Silêncio.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória. Canto.

 

3- Na Tua cruz, Jesus, entrevejo o Teu amor sem limites. Tudo deste por nós homens, Teus irmãos e irmãs. Amaste-nos até a humilha­ção da morte. Penetraste nas camadas mais pro­fundas do sofrimento humano. Sofreste desme­didamente. Apesar de teres carregado a Cruz com muito amor, não foste poupado de uma dor atroz. Não posso dizer que te foi fácil perdoar, por seres Filho de Deus. Não foi fácil nem a Ti, porque padeceste sem o conforto de ninguém, e este é o aspecto mais trágico do sofrimento. Abandonado e só, Te sentiste impotente. Porque de teus lábios partiu o grito: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me abandonaste?". Permite, Jesus, que estas palavras calem fundo em meu coração! Que fiquem gravadas nas profundezas do meu consciente e do meu subconsciente! Que me despertem e façam jorrar em mim um amor e uma doação total ao Pai, pois Tu bebeste por mim também o amargo cálice da solidão!

 

Repita em silêncio as palavras de Jesus.

 

Perdão, Jesus, se o meu amor não é ainda incondicional! Perdão, se às vezes procurei apenas a minha consolação e com demasiada facilidade gritei ao Pai: Onde estás? Por que não me ajudas? Por que não me ouves? Perdoa-me por esta des­confiança com o Pai! Quantas vezes foi demasiado superficial e sem raízes a minha oração: "Pai, seja feita a Tua vontade!".

Peço-Te agora, Jesus, por todos aqueles que choram e suspiram em seus sofrimentos, mas não duvidam do amor do Pai. E mesmo abandonados à sua vontade, aceitam beber o cálice, oferecendo-o pela salvação do mundo! Faze que, através da pro­vação, eles cresçam no amor e na confiança!

Também Te peço, Jesus, por aqueles que, em seus padecimentos, perderam a confiança no Pai, razão por que não mais rezam nem buscam a sua vontade, vivendo na amargura e sem paz com Deus e com os homens. Tu sabes, Jesus, o que significa sofrer. Por isso, não os condenes, mas oferece ao Pai seus lamentos e obtém-lhes o perdão e a paz, a fim de que também eles se be­neficiem da Tua redenção.

Ó Maria, Mãe da consolação, na hora do grande sofrimento não pudeste confortar Teu Filho. Sentias-Te impotente para fazê-lo; mas nem por isso Te desesperaste. Como já fizeras em Nazaré, repetiste as palavras: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua palavra!". Ó Maria, te peço: nos momentos em que não sabemos como aceitar a vontade do Pai, nos momentos em que nos sentimos abandonados e incompreendidos, fica ao nosso lado, fica junto à nossa cruz e repita por nós: "Pai, eis-me aqui! Pertenço a Ti, sou Teu!".

 

Silêncio.

 

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória. Canto.

 

4- Pai, diante da Cruz do Teu Filho Jesus Cristo, Te agradeço por todas as palavras que Ele proferiu do alto da Cruz! Sei que as ouviste...

Ó Maria, obrigado por teres aceito com todo o Teu Ser a nova tarefa que Jesus de confi­ou, ao dizer: "Mulher, eis aí o teu filho!". Obri­gado, porque o Teu coração, através do sofrimen­to e da dor, amadureceu tão intensamente no amor, que o Teu Filho, na hora da morte, Te con­fiou todos aqueles pelos quais estava imolando Sua vida! Foi assim, Mãe, que nos geraste ao pé da Cruz! Ó Mãe corajosa, obrigado por não fra­quejares diante do sofrimento e da cruz! Obri­gado por teres merecido uma confiança tão grande...

 

Permaneça em silêncio e procure ouvir no coração estas palavras de Jesus: "Mulher, eis aí teu filho!".

 

Quanto conforto experimentaste, Jesus, ao ver tua Mãe carregando afoitamente a própria cruz, acompanhando-Te na Tua via-sacra! Peço-te agora por todos aqueles que se sentem sós, que se fecharam em si mesmos, que não têm nin­guém por si e foram abandonados...

Peço-te em especial, Jesus, pelas crianças desamparadas por seus pais, mais preocupados consigo do que com aqueles que trouxeram à vida. Também Te peço, aqui diante da Cruz, pe­las crianças que são abortadas por suas mães, antes de verem a luz...

Ó Maria, sê Mãe de todos! Sei que és fiel e não recuarás; sei que és impávida, que sabes encontrar sempre palavras de conforto ao sofri­mento, de alegria na hora da dor e de luz nos momentos de trevas. Também sei que, mesmo não podendo nos dirigir Tua palavra, não deixas de ser nossa Mãe, pois levas a sério o pedido de Teu Filho. Agradeço-Te igualmente por estas mensagens:

 

"Queridos filhos! Eu, sua Mãe, os amo e desejo estimulá-los à oração. Queridos filhos, sou incansável e os chamo, quando estão longe do meu coração. Sou Mãe e embora sofra por toda pessoa que se afasta do caminho certo, perdôo facilmente e fico feliz por todo filho que retorna a mim. Obrigada por terem respondido à minha chamada" (14/11/1985).

 

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória. Canto.

 

5- Jesus, tu não perdeste a serenidade no sofrimento, nem Teu olhar foi turvado pelo ódio, porque o amor e a consciência de Tua missão Te fizeram divinamente forte. Não Te envolveram as trevas, porque a luz divina, de que resplan­decia Tua vida, suplantava qualquer treva. Mais ainda Te agradeço por teres Te preocupado com um discípulo e, através dele, com todos nós, ao dizer: "Mulher, eis aí teu filho!".

Como são belas e tocantes as palavras que logo depois dirigiste ao discípulo, pedindo-lhe para tomar conta de tua Mãe e, a partir daquele momento, Mãe dele também! Imagino a forte impressão que devem ter produzido aquelas pa­lavras no coração do teu discípulo, agora trans­formado em irmão Teu! O que poderia ele fazer naquele instante, senão dizer em seu coração com alegria, com profunda responsabilidade e imenso reconhecimento: "Sim, Ela é minha Mãe!", depois de ter ouvido de Ti estas palavras: "Filho, eis aí tua Mãe!". Por isso, "desta hora em diante, o discípulo a levou para sua casa" (Jo 19,27).

Meu Jesus, mal consigo entender a profunda ligação de amor que naquele instante se criou e consolidou entre Ti, Tua Mãe e o discípulo amado. Agradeço-Te porque naquele momento estavas le­vando a termo, com plena consciência, o plano do Pai! Com a Cruz e sob a Cruz, davas início a uma nova humanidade...

Ó Maria, obrigado por teres acolhido o novo filho e com ele a todos nós. Obrigado, João, por te­res, naquele momento, acolhido em nosso nome a Maria como tua Mãe. Também eu, Maria, Te esco­lho por minha Mãe.

 

Silêncio.     

 

Bem sei que essa ligação nascida no so­frimento é mais forte que qualquer laço de fa­mília. Peço-Te, pois, Jesus meu, por todas as famílias nas quais se romperam os laços entre pais e filhos, entre irmãos e irmãs, nas quais se desfez e extinguiu a unidade.

 

Reze por alguma família que conhece e que se encontra em dificuldades.

 

Também Te peço, Jesus, pelas nossas comu­nidades religiosas, por todos os movimentos eclesiais e pela Igreja. Faze que, pela força daquela união nascida no sofrimento, ressurjam e se reno­vem as nossas comunidades religiosas.

 

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória. Canto.

 

6- Ó Jesus, divino sofredor, Tu concluíste na Cruz a Tua obra redentora e a Tua missão. E as concluíste em meio aos sofrimentos mais atrozes e no sinistro furor do mal e do pecado. Contra Ti se desencadeou o inferno, e todas as trevas do mundo Te envolveram. Tu, porém, mantiveste divinamen­te a Tua dignidade e pudeste dizer: "Tudo está con­sumado! Pai, em Tuas mãos entrego Meu Espírito!". O Pai acolheu Teu Espírito. Depois deste forte grito na Cruz, as portas do céu se abriram a todos que desejam entrar, inclusive ao ladrão crucificado à Tua direita. Obrigado, meu divino Irmão e Amigo, por teres, por minha causa, tomado sobre Ti uma dor grande e um sofrimento mortal! Faze, Jesus, que esse Teu grito desperte em mim o desejo de me afastar de todo mal e de todo pecado, da desordem e do ódio, das trevas e do inferno, para poder as­sim me abrir à Tua luz!

Ó Maria, obtém esta graça! Quero permane­cer Contigo em silêncio...

Ó Jesus, Te peço com Maria pela hora da minha morte. Eis que, desde agora, quero pronunciar com plena consciência estas palavras: "Pai, em Tuas mãos entrego Meu Espírito!". Desde agora, Pai, Te entrego o sofrimento e o medo que poderão me assaltar no momento de me encontrar Contigo! Acolhe-me, Jesus, aquele dia, em Teu reino, como na cruz acolheste o ladrão arrependido!

 

Reze em silêncio.

 

Peço-Te igualmente, Jesus, por aqueles que se acham às portas da morte e experimen­tam muito medo, na iminência de separarem-se deste mundo e verem-se face à face Contigo. Mostra-lhes o Teu amor. Abrevia-lhes os pade­cimentos que os abatem, transformando-os em sentimentos de esperança! Tem pena dos mori­bundos, Tu que exalaste o último suspiro com absoluta confiança e total abandono.

Ó Maria, fica ao lado de cada moribundo, como estavas ao lado de Teu Filho em agonia! Com Tua doce e maternal presença, abranda o sofrimen­to provocado pela solidão!

Por fim Te peço, Jesus, em favor daqueles que, por causa da partida de seus queridos, se encontram agora na dor, na agonia e no desespe­ro. Abre para eles a fonte da fé e da esperança... Peço-Te em especial, Jesus, pelas mães que neste momento vêem morrer em seus braços um filho ou uma filha. Junto com Tua Mãe Maria, sê o seu consolador!

 

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória. Dai-lhes, Se­nhor, o descanso eterno...

 

Canto.

 

7- Ó Jesus, Te cobriram de chagas e abate­ram Teu corpo. Mas nem as trevas nem o pecado conseguiram afetar Teu Espírito. Neste momento, diante da cruz, ferido na alma e no corpo, Te peço encarecidamente: cura-me!

 

Tu me absolveste na cruz, ao dizer: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem!".

 

Meu coração está inquieto. Ocupa-se de tudo e não encontra tempo para estar Contigo. É que ainda não compreendeu o Teu amor. Toca, Jesus, o meu coração, para que não se perca va­gueando sem rumo, mas encontre repouso em Ti, Senhor, que com o perdão nos abriste uma fonte inesgotável de paz. Jesus, filho de Davi, tem pena de mim e cura-me de todas as preocupações!

 

Sei que és o Senhor todo-poderoso. Todavia Te rebaixaste até a humilhação, para ficar perto de mim. Eu, porém, quantas vezes nem me dou conta da Tua presença. Permaneço frio e distante, e por isso Te ofendo facilmente. Cura-me, Senhor, de to­das as más tendências... Jesus, filho de Davi, tem pena de mim e cura-me.

 

Estou cheio de insatisfações, de sentimen­tos de vingança, de ódio, de mau humor... Quanto me custa esquecer as ofensas recebidas! Carrego em mim, por muito tempo, o desejo de vingança, e assim torno mais difícil a minha vida. Com a Tua mansidão, Senhor, amolece a minha dureza... Jesus, filho de Davi, tem pena de mim!

 

Mas não sou o único infeliz nesta terra. Vejo ao meu redor tanta gente insatisfeita, en­volta em lutas e discórdias. E quantas vezes acabam descarregando a culpa em Ti, Senhor! Não se dão conta de que a causa única de sua infelicidade é o pecado. E relutam em se conver­terem. Vivem na infelicidade indivíduos, famíli­as, comunidades religiosas, o mundo. Cura a to­dos, Jesus! Cura a alma e o coração dos jovens e dos adultos. Cura os que ainda estão sentados à sombra da morte. Cura tudo o que o pecado fez adoecer... Jesus, filho de Davi, tem pena de nós!

Cura-me, Jesus, de toda espécie de surdez, em especial da surdez diante das palavras que me diriges por meio de Tua Mãe! Cura a surdez da mi­nha comunidade paroquial! Dá que aprendamos a ouvir-nos uns aos outros, e todos juntos a Te ou­virmos a Ti! Jesus, filho de Davi, tem pena de nós!

 Livro Rezem com o Coração – Pe. Slavko Barbaric, OFM